domingo, 20 de janeiro de 2013
Chuva
Chuva, já não é tão mais bem vinda
E olha que gosto muito e muito de você
Mas a musicalidade dos pingos é como arranhões
E quero que você vá de mala feita, assim molhada
Já tenha me enchido muito. O guarda-chuva
Por exemplo, já é meu vestuário preferido.
Ander 14/01/2013
Maria
Oh! Maria, o dinheiro é um símbolo
De mais danações do que fortúnio
E variado mais do que compreendido
O Dinheiro o Amor e o Suicídio
São irmãos dos mais íntimos
A felicidade não está nessas formas...
Abstratas. Quando na natureza
Ninguém é dono de nada
E poesia não enche nada
Nem espírito porque não existe espírito
E o estomago é uma ilusão mais dura
Mas não deixa de ser uma ilusão ainda
E seu filho, o Jesus Cristo
Estaria muito chateado com sua conduta.
Ander 20/01/2013
sábado, 19 de janeiro de 2013
África!
África! Trono de marfim dos continentes
Trono Decorado de ossos dos deuses anciões
Sol escaldante dos desertos ondulado de serpentes
Precedentemente as narrativas européias dos dragões.
Primitivas tribos. O Negro é o dono das terras
De dunas e sombrias serras espalhadas pelo mundo
Dádiva do deus Sol! Pincelas alegres tuas pinturas negras
Num festejo dos astros rubros em tambores delirantes mudos.
África! Contorce seus elefantes, enaltece os teus leões
Nas savanas infindas um coração místico sobrevoa
E uma lança ornamentada corta o tempo em dois
Lançada por um braço de ébano e a voz ecoa.
Possessões demoníacas, ritos e oferenda
No contexto de beleza que a pele branca
Em suas faculdades evolutivas não entenda
Batem os tambores as tribos agitando as ancas.
Batem os tambores as tribos todas, todas as tribos
E batem e dançam e os pés descalços empoeiram
A terra fronte da mãe África batendo os bumbos.
Ander 19/01/2013
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Martírio de Gulliver
Uma girafa da moda disse a outra bocejando:
Estou com sono. A outra respondeu; eu também
Uma terceira disse a esmo; estou com fome
E uma quarta disse a quinta; terminei meu lance.
A parte da vida que controle os homens
- Um deslocado Panteísmo extraordinário -
De tédio dessa espécie cruzou aleatoriamente
Um dia com cinco girafas detestávelmente enfadonhas.
E de ouvidos nessa conversa
Desceu a seus órgãos reprodutores
E recolheu entre ovários e semens e outras carnes
E distribuiu essa semente a todos os homens.
Ao distribuir à sua essa espécie Alfa, a que fode
Para os anos de cinza e terra populosa
Nasceram criaturas enormes
Anomalias acéfalas errantes.
De braços descomunais e corcova
Do qual a chama! Juventude
A espécie dos homens ou ovas...
Regrediram a colossos, os gigantes.
A dominarem o mundo
E Gulliver em seu martírio
Voltou a seu caixão invisível
Depois de um pesadelo satírico.
Ander 16/01/2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Força atemporal sistemática ondulando
O Universo é uma força atemporal sistemática
Ondulando num caos organizado
Não há como medi-lo e nem mesmo imaginá-lo
Em sua eterna profundeza
Nesse negro oceano nossa via - láctea
É do tamanho de um insignificante aquário
E nossa existência se dá nas partículas do ordinário
Independentemente das dimensões desse sistema
Essa força atemporal sistemática ondulando num caos
organizado
Tem o controle desse ínfimo a um exemplo banal
Que é a união de duzentos bilhões de planetas
Não forçando o cérebro a pensamentos tão elevados...
É como uma imagem de satélite Captando uma área e a
expandindo
Fazendo assim com uma parte mais conhecida da via láctea...
Ander 12/01/2013
Escrito não completo por pura preguiça.



