Guardo luas lágrimas nas torrentes
Das águas. Sono líquido clareando
Clava de dentes. E cravo de dentes
Os sonhos, e também os afogando.
Recordo suas lagrimas nas torrentes
No arranhas céus de paredes mornas
Quieto, inóspito. Velhas novas normas
Dois brancos leites derramados quentes.
A superfície da lente dos seus olhos
Quando os raios sol machucam quanto
Um derradeiro pranto encerra um selo
Medo que jaz de mim em negro peito.
O éter idade fecunda os vinhos brandos
Que dos lábios corre discreto loucos
Antagonistas das marés e dos barcos
Um imóvel ao lago e o outro chacoalhando.
Assim dois corpos incertos
No subterrâneo dos encéfalos
Um no vandalismo dos instintos
O outro carregado de razão e abalos.
Ander 10/12/2012